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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Quem inventou o rodízio de professores?



Bem que eu gostaria que fosse um rodízio de pizzas, para nós professores nos deliciarmos, em comunhão após o culto. Porém, não é deste rodízio que me refiro aqui (apesar de muitas vezes tudo acabar em pizza), mas do dito cujo rodízio de professores de crianças nas igrejas, a febre das imensas escalas de “professores” que se prontificam para “ficar” com as crianças uma vez por mês, para não “perder o culto”, ou a “benção” (benção se perde?).

Igrejas que agem desta maneira, precisam rever, em oração, sua visão ministerial com crianças, pois com a escala pensa-se em todos, menos na própria criança.

Ela é a única prejudicada nesta história toda, principalmente os menores (0-5 anos), pois as crianças, precisam de um referencial, de um professor, um ministro espiritual (não cuidador ou babá), que caminhe com ele. A criança precisa ter um relacionamento, uma koinonia com este professor, é preciso conquistar a sua confiança, sua amizade, ter diálogo aberto com a criança, conhecer e fazer-se conhecido, tudo isso e muito mais, é fundamental para o aprendizado, crescimento e desenvolvimento da criança, espiritual, social e emocional. Para a criança, a cada domingo ver um rosto, uma voz, um procedimento diferente, prejudica o seu desenvolvimento e o trabalho proposto. Desta maneira não há condições de se fazer um trabalho gradual, progressivo, de ensino e discipulado com as crianças.

Jesus não discipulou seus seguidores, encontrando-se com eles uma vez por mês, durante 3 a 4 horas. Muito pelo contrário, Jesus andou, conviveu com seus aprendizes dia a dia, não somente falando mas sendo exemplo. Se Jesus agiu assim, era porque era e ainda é o melhor.

Um pastor de ovelhas pode pastorear o seu rebanho aparecendo no aprisco uma vez por mês? Ele faz revezamento com outros pastores? De maneira alguma, ele ama as suas ovelhas, cuida, zela por suas vidas, elas reconhecem a sua voz (João 10:4), conhecem o seu pastor.

O pastor na igreja reveza com outros pastores o seu púlpito? Faz escala no pastoreio da igreja e nas pregações? (salvo as igrejas com muitos membros, mas mesmo assim tem o pastor principal, a referência). O ministro de louvor aparece uma vez por mês? Pelo contrário, revezam-se os músicos e cantores, mas ele o líder está sempre presente.

Realmente eu não consigo entender e aceitar esta prática (o rodízio) que se tornou tão "normal" nas igrejas. Eu nasci na igreja e sempre tive professores que ficavam em nossa classe o ano inteiro, eu mesma como professora na escola dominical boa parte da minha vida, sempre fiquei o ano todo com a minha turminha, e não me falta nenhum pedaço, estou vivinha, pelo contrário, creio que aprendi e cresci muito com o Senhor Jesus,pois para ensinar a bíblia as crianças, precisa-se estudar muito a palavra de Deus.

Creio que o medo da liderança em deixar seus professores direto o ano todo, é o medo de ter que beber do seu próprio veneno, pois quando os professores não são preparados, ficam enrolando as crianças, realmente é uma perda geral, para as crianças e para o professor, ninguém cresce, ninguém aprende nada. Então é mais fácil fazer rodízios imensos, escalas imensas, e ninguém se compromete com nada, nem com o seu próprio crescimento e nem com o crescimento das crianças.

Por que esta mentalidade egoísta tem prevalecido a respeito de nossas crianças? Do ministério infantil? Por que fazemos as crianças o que não fazemos aos adultos? Que o Senhor Jesus abra os olhos de sua igreja e quebrante os corações endurecidos por amor dos seus pequeninos. Amém.

Claudia Guimarães

Fonte: http://claudiaguimaraes.com/index.php?option=com_content&view=article&id=95:quem-inventou-o-rodizio-de-professores&catid=45:artigos&Itemid=82

domingo, 22 de agosto de 2010

Como montar um berçário...

Texto muito bom que encontrei na net. A referência à fonte está no fim do texto. Espero que aproveitem. Não esqueçam que os grifos em vermelho ao longo do texto são meus, não fazem parte do texto original.
Deus os abençoe.



      Muitas e muitas vezes me deparei com pessoas que trabalham com crianças nas igrejas dizendo que não adianta ter uma creche ou qualquer trabalho com os pequeninos e bebês "porque eles não entendem mesmo".
      Mas, é preciso lembrar que bebês só aprendem e se desenvolvem se tiverem contato com pessoas. Bebês aprendem por observação, convívio, estímulo, carinho e cuidado. E portanto, nunca é cedo para começar a falar de Deus com eles.
      Claro, as respostas não serão imediatas, não serão na forma de uma "prova" escrita ou de recitar um versículo bem memorizado. Mas um trabalho bem feito na terna idade ajudará o bebê a perceber a igreja como um local agradável, onde se encontram os amigos, onde ele pode brincar, cantar, sorrir e também ser confortado.
      As dicas a seguir visam apenas ser uma orientação inicial. Como sempre, eu sugiro que você pesquise, se informe com profissionais da área, leia e pratique e, claro ore a Deus antes de decidir abrir uma creche (berçário) na sua comunidade (igreja).

               O Local
      A sala a ser usada precisa ser limpa e arejada, e mantida em temperatura agradável. O chão preferencialmente deverá ser de material fácil de limpar e agradável ao tato, porque bebês passam muito tempo brincando no chão. Algumas almofadas ou cadeirinhas próprias (tipo Bebê-Conforto) são necessárias para acomodar os que ainda não tem muita firmeza em ficar sentados. Separe um local para trocar fraldas. Ter um banheiro próximo que as crianças possam usar também é recomendável, para aqueles que já sairam das fraldas. As paredes devem estar limpas e bem cuidadas. Toda a decoração que você colocar deve estar na altura dos olhos das crianças e se possível coloque alguma coisa interessante também de ser vista por quem está deitado no chão. (Se você se sentar e deitar no chão e observar o ambiente vai ter uma idéia do ponto de vista do bebê).
 

            Saúde e segurança
      Informe-se sobre as normas de segurança p/ creches em sua cidade. Coisas como: quantos adultos para cada bebê, procedimentos em caso de incêndio ou acidentes, etc.. Mantenha um registro e informe-se com os pais sobre os hábitos de cada criança, alergias, horas de comer e de dormir.
      É importante estabelecer regras com os pais: Caso o bebê precise ser alimentado os pais devem trazer a comida pronta e mamadeira preparada para você dar ao bebê? Ou os pais virão à creche quando for hora do bebê comer? Troca de fraldas: os pais devem trazer todo o necessário (fraldas e etc) - recomendável para evitar contaminação e riscos de alergia - numa sacola identificada com nome. O pessoal da creche mesmo troca as fraldas ou chama os pais para fazê-lo? (Lí que no caso de medicações, é preciso que os pais venham ao berçário para administrá-las ao bebê para evitar que a medicação seja esquecida, ou se administre dose errada)

      Lembre-se que o entra e sai de pais pode causar problemas. As crianças podem se sentir inseguras se vêem pais de outras crianças entrando e os dela não.
             Dicas e Atividades
      Pesquise sobre desenvolvimento do bebê em cada idade para saber mais sobre este assunto.
      Familiaridade: Bebês precisam se sentir confortáveis e ter familiaridade com o local. Evite mudanças bruscas na decoração e mantenha os mesmos professores (os primeiros dias serão difícies até os bebês acostumarem com as pessoas). Procure fazer a rotina sempre igual, mesmo que o tema seja diferente.
      Exploração: Procure maneiras de passar a mensagem com objetos: brinquedos, blocos de madeira, quebra-cabeça, etc... que as crianças possam tocar, explorar e brincar pelo tempo que quiserem. Esteja antento para comprar brinquedos adequados à idade, sem peças pequenas que possam ser engolidas. Objetos fáceis de lavar e limpar e que possam ser levados à boca, porque nesta idade a boca é a parte do corpo com mais terminações nervosas e portanto a forma preferida de descobrir novidades. Bebês aprendem com os sentidos e é bom se podem usar todos ao mesmo tempo.
      Imitação: às vezes as crianças gostam de imitar exatamente o que você faz. Explore então gestos (exagerados) que eles possam imitar. Também é interessante ter na sala um espelho de corpo inteiro onde eles possam se ver.
      Música, rítmos, sons, rimas: bebês respondem rapidademente a música. Use músicas simples, curtas e agradáveis, com rítmo fácil de acompanhar com palmas ou chocalhos. Repita inúmeras vezes as mesmas músicas, para dar chance das crianças as aprenderem.
      Resposta: Bebês entendem muito mais do que podem falar. Alguns cientistas dizem que bebês são capazes de entender 100 palavras para cada 1 que balbuciam/falam. Não espere, portanto, que os bebês sejam capazes de responder à uma pergunta lógica. À medida que começam a aprender a falar, bebês usam primeiro palavras para designar objetos (substantivos) como coisas e pessoas de seu dia a dia. Depois evoluem para palavras que designam ações (verbos) e por último, somente lá pelos 2 anos e meio, é que começam a desenvolver o vocabulário para idéias (adjetivos e conceitos abstratos). Você pode conversar com as crianças usando todo o seu rico vocabulário, mas lembre-se que as respostas serão mais simples.
           

              Brinquedos e livros
      Ao invés de comprar brinquedos e objetos para creche (berçário), faça uma campanha na sua comunidade: brinquedos usados em bom estado; carpinteiros podem fazer blocos de madeira com retalhos (lembre de pedir que sejam extra-lixados e bem acabados para não soltar farpas); faça uma gincana com os jovens para arrecadar brinquedos, fraldas descartáveis, roupas de bebê; junte recicláveis e os venda ou troque por brinquedos; use objetos caseiros: panelas, baldes e bacias de plástico, colheres, peneiras, etc.. Bonecos e livros de pano podem ser confeccionados por costureiras da comunidade, e desenhados com caneta e tinta para tecido.
      Bíblias: procure nas livrarias os títulos: Bíblia do Bebê, Minha primeira Bíblia, etc.. São livros de cartão grosso, com poucas páginas, grandes ilustrações e apenas uma frase. Em geral depois da frase tem sugestões de atividade. Ex.: "Deus criou as pessoas e também você. Aponte com seu dedinho uma pessoa."
      Livros: livros de pano, plástico ou cartão grosso com orações, poemas, pequenas frases e muitas figuras são ótimos. Principalmente livros resistentes que as crianças possam abrir, ver, atirar longe...
      Quebra-cabeças: com peças de papelão (cerca de 8x8cm cada), ideais para crianças a partir de 2 anos. Eles são para montar no chão e formam uma figura grande e simples. Aqueles de borracha que formam um tapete também são divertidos.
      Blocos: bloquinhos de madeira, brinquedos de montar tipo Lego, Multiplo, Mega Blocos, etc... são ótimos e ajudam a desenvolver a habilidade motora. Você pode construir quase qualquer coisa com as crianças: a arca de Noé, muralhas de Jericó, uma cruz, uma tumba, etc..
      Bichinhos e bonecos: pelúcia, pano, plástico, madeira... sempre lembre de verificar se são adequados à idade. Podem ser usados para histórias da criação, arca de Noé, Daniel na Cova dos Leões, Davi e Golias, Jonas, etc..
      Objetos caseiros: além de permitir às crianças repetir atividades que veêm os pais em casa fazerem, como cozinhar, limpar, etc.. podem ser usadas para histórias como a de Marta e Maria, ou para fazer música e batucada.
      Lembre-se: conte uma história simples e curta. Permita às crianças explorarem o ambiente e brincarem com o que, quando e como desejarem. Cante músicas com rítmo agradável e as incentive a bater palmas ou pés junto. Seja versátil: com esta faixa etária não é possível ter uma aula rígida. Faça um planejamento mas esteja disponível para as crianças e respeite o rítmo e nível de cada uma.




Fonte:
Je & Ed
www.bernerartes.com.br/ideiasedicas
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